sexta-feira, 11 de setembro de 2009

É hoje. Acordei já com aquele gostinho de despedida. Daqui a pouco vamos fazer um lanchinho aqui, e vou falar pro meu chefe que sempre achei ele o melhor chefe do mundo. E eu juro que é verdade. Nunca tive nada do que reclamar. Ele nunca cobrou nada do que ele não fizesse, como cumprir horários, deixar tudo em dia, coisas básicas. Nunca negou uma ajuda, quando ele podia fazer alguma coisa. Até nessa história da minha demissão ele correu atrás pra tentar encontrar um jeito de eu continuar aqui. E até encontrou, mas pra mim, não seria conveniente.
Vou sentir saudades dos colegas incríveis que eu tive aqui. Das conversas de sexta-feira à tarde na hora do lanche. Das história engraçadíssimas da minha colega do lado, que é uma senhora chiquérrima, e já foi até embaixatriz, e me deu um conselho que jamais esquecerei, de que em certas situações a nobreza exige. Tá certo que ela fala isso em fracês e fica muito mais chique.
Mas pra mim foi bom enquanto durou. Sei que já estava acomodada a situação. Sei que não iria me aposentar aqui. Se que também nunca iria ser promovida. Então, vamo nessa. Vamo se mexer, correr atrás... Vamo caí pá dentro, por que não?!

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