É a coisa mais doida e mais maravilhosa do mundo. Com toda a certeza.
Eu fico viajando pela internet e vejo de tudo um pouco. Gosto de um blog onde a mãe fez duas cezárias e não amamentou seus filhos, porque eles nasceram prematuros. Além disso, às vezes ela se dá umas férias dos filhos, e pasmem, do marido e foge pra passar um fim de semana numa cidade diferente, sozinha. E eu a acho uma mãezona!
Também leio um blog onde escrevem três mães diferentes, mas todas com a mesma visão da maternidade. As três são aquele estilo mãe natureba, que curte parto humanizado, amamenta até os filhos terem mais de dois anos, e muitas vezes largam seus empregos pra serem mães em tempo integral. E quer saber? Também as acho mãezonas.
Na verdade, o que eu acho mesmo é que não se pode rotular a maternidade. Assim como não se pode rotular as pessoas. Da mesma forma que a gente tem um filho, passa uma história com ele, e quando chega o segundo, é tudo diferente. E pasmem, os dois são do mesmo pai e da mesma mãe. Como pode? As pessoas são diferentes. O limite de dor de cada um é diferente. O que cada um pode doar de si mesmo é diferente. O que cada um acha legal ou não é diferente. Não existe nenhum homem ou mulher nesse mundão de meu Deus que seja igual a outro. Então porque existiria um modelo de mãe?
Claro que algumas coisas são importantes para todas as crianças. Como amor, cuidado com a saúde e a higiene... Coisas simples, que qualquer mãe pode dar. Eu mesma não sou uma mãe 100% nada. Fiz questão e ainda faço se tiver outro filho de parto normal. Mas se for necessária uma cesária, eu vou com fé de que dará tudo certo da mesma forma. Não consegui amamentar o meu primeiro filho, e me senti culpada, quase entrei em depressão e durante algum tempo não consegui curtir aquele bebezinho tão lindo que tinha acabado de chegar na minha vida. E me arrependo de não ter dado NAN pra ele desde a segunda semana de vida, quando eu já não tinha mais forças pra tentar mais nada. Passei do meu limite, e do limite do meu filho também, porque ele chegou a perder quase 2kg desde o nascimento até completar o primeiro mês.
Já com a minha filinha, tudo foi naturalmente melhor. Eu já estava casada, não tinha mais os mesmo problemas da primeira gravidez, e amamentar foi tranquilinho depois que descobri uma pomada maravilhosa que minha médica me passou. E mesmo assim, ela só mamou o tempo que dizem que tem que mamar mesmo. Exclusivo até os 6 meses, e depois, quando começou com as papinhas, curtiu tanto comer que foi esquecendo de mim. Até o dia que me mordeu no peito, e eu achei que a dor do parto era fichinha perto daquilo. Mamou mais alguns dias, e me mordeu denovo. Como eu e meu marido já estávamos programando uma viagem de fim de semana, só nós dois, pra dalí umas 3 semanas, resolvi que era a hora. Ela só mamava duas vezes por dia, de manhã e de noite, antes de dormir. Então me enchi de coragem, porque é preciso muita coragem pra enfrentar um bebê, e tirei o mama dela. A bichinha ficou brava, nervosa que é, mas em três dias entendeu o recado e hoje estamos todos bem.
Não escrevo minha história como uma regra. Foi o que deu certo e o que deu errado comigo. Aquelas conchas de amamentação por exemplo, minha mãe comprou pra mim dizendo que era a melhor coisa do mundo. E pra mim foi um desastre. Elas deixaram meu peito machucado de tal forma que hoje tenho cicatrizes nele, exatamente com a marca da concha. Meu marido diz que são as marcas da minha luta, de como eu sou forte. E concordo com ele. A única coisa que se deve ser, obrigatoriamente, para ser mãe é ser forte. É ter firmeza e segurança nas suas decisões. É não se lamentar pelo que não se conseguiu fazer, e ao contrário disso buscar maneiras de consertar o que se precisa consertar.
Eu acredito que a gente só vira mãe quando a criança tá pra nascer, e você tem que se encher de coragem pra trazê-la ao mundo, seja pela barriga, seja de parto normal. Quando ela tá no nosso colo chorando e a gente não sabe direito o que fazer, mas acaba descobrindo. Quando meu primeiro filho nasceu, eu tinha 20 anos, e muita gente ainda me considerava uma menina, não sem razão. Um dia, perguntaram pra minha mãe: "você não tem medo de deixar a brenda sendo mãe sozinha?", minha mãe, muito sabiamente respondeu: "e por acaso você já viu galinha matá pintinho?". Acho que é isso!
terça-feira, 30 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Um mês depois...
Um mês depois eu volto aqui pra contar que a fofa da empregada, que era da minha sogra e virou minha, pediu pra sair. Na hora eu fiquei "ferplexa", mas depois achei foi bom. Não precisei mandá-la embora, ela ainda estava no período de experiência então só recebeu os dias trabalhados, e eu me livrei da comedora de ovo mandona.
No dia fiquei bem preocupada. Me deu até vontade de chutar o balde. Pedir demissão e ir cuidar dos meus filhos da minha casa. Mas sei que não dou conta por enquanto. Primeiro porque meu salário ainda corresponde à uma parte considerável da nossa renda. Segundo porque ainda não é o momento, mas esse dia chegará. Mas para não ficar na pior, mudei o esquema trabalhista lá de casa. Só a babá dos meninos que fica todos os dias e que dorme lá em casa. A outra será uma faxineira que virá 3 vezes por semana. E se tudo der certo, já a encontrei e ela começa na segunda-feira.
Fora isso, uma super amiga vai casar, outra amiga ficou grávida. E eu querendo casar e ficar grávida também. Hahahahahhahaha... Casar que eu digo é fazer minha festa. E ficar grávida eu fico morrendo de vontade, mas no momento não tenho a permissão do marido para tal empreendimento. Droga!
Mas vamos levando a vida, né?!
No dia fiquei bem preocupada. Me deu até vontade de chutar o balde. Pedir demissão e ir cuidar dos meus filhos da minha casa. Mas sei que não dou conta por enquanto. Primeiro porque meu salário ainda corresponde à uma parte considerável da nossa renda. Segundo porque ainda não é o momento, mas esse dia chegará. Mas para não ficar na pior, mudei o esquema trabalhista lá de casa. Só a babá dos meninos que fica todos os dias e que dorme lá em casa. A outra será uma faxineira que virá 3 vezes por semana. E se tudo der certo, já a encontrei e ela começa na segunda-feira.
Fora isso, uma super amiga vai casar, outra amiga ficou grávida. E eu querendo casar e ficar grávida também. Hahahahahhahaha... Casar que eu digo é fazer minha festa. E ficar grávida eu fico morrendo de vontade, mas no momento não tenho a permissão do marido para tal empreendimento. Droga!
Mas vamos levando a vida, né?!
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